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«Não há uma polícia do acordo ortográfico»

Francisco José Viegas admite que cada um pode escrever «como quiser» e que o Governo vai mudar algumas normas até 2015

Por: Redacção / CP    |   2012-02-28 23:02

O secretário de Estado da Cultura admite alterar o acordo ortográfico nos próximos três anos. Até lá, e utilizando o exemplo de Vasco Graça Moura no CCB, aceita que cada um possa «escolher a sua ortografia».

«Do ponto de vista teórico, a ortografia é uma coisa artificial. Portanto, podemos mudá-la. Até 2015 podemos corrigi-la, temos essa possibilidade e vamos usá-la. Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. Temos três anos para o fazer», afirmou, no programa «Política Mesmo» da .

Referindo-se à polémica decisão do presidente do Centro Cultural de Belém, Francisco José Viegas garantiu que «os materiais oficiais do CCB obedecem à norma geral». «Vasco Graça Moura escreverá como quiser. (...) Todos os portugueses têm a possibilidade de escolher a sua ortografia. Não há uma polícia da língua, há um acordo, que não implica sanções graves para ninguém», explicou.

O governante criticou ainda a forma como foi conduzido o novo acordo. «Gosto de algumas regras, outras não. O processo não foi bem encaminhado. O acordo ortográfico está em discussão há 20 anos. Discutiram-se as coisas à última da hora», lamentou.

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