Por: Sara Marques | 9- 4- 2011 17: 41
A cena parecia tirada de um filme. Um abraço entre Francisco Assis e José Sócrates, as luzes baixam e no pavilhão 6 da
Exponor em Matosinhos começa a ouvir-se a música «That's what friends are for», cantada por Dionne Warwick.
Ao som
do hino dos anos 80, iam passando imagens de diferentes períodos do partido no ecrã gigante. Fotos dos anteriores iam surgindo
na tela. Um a um, Mário Soares, Jorge Sampaio, Ferro Rodrigues, António Guterres, todos recebidos com aplausos dos militantes.
O mesmo vídeo que no congresso de Espinho, em 2009, tinha sido projectado.
Depois a música muda para mostrar a mudança
de líder. O hino do passado dá lugar ao hino do presente, a música épica que acompanha José Sócrates começa a tocar, sobe
de tom, enquanto no ecrã surgem imagens de inovação, do simplex, do Magalhães... Até de acções de campanha para as eleições
presidenciais de 2011, ao lado de Manuel Alegre, numa alusão ao «regresso» do histórico socialista às fileiras do partido,
e não escondendo esta derrota eleitoral.
No final, já não é para o ecrã, onde em letras grandes surge escrito - «PS,
o maior partido da esquerda democrática» - que se olha, mas para o secretário-geral, José Sócrates, que visivelmente emocionado,
chora. Pede em seguida a palavra para anunciar Ferro Rodrigues. «Com muita emoção, esperando que a voz se me não embargue,
anuncio o cabeça de lista para Lisboa: Eduardo Ferro Rodrigues».
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