Por: Redacção / MM | 21- 9- 2011 14: 1
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O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse, esta quarta-feira, que não entrará em «atritos»
com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pelo facto deste ter decidido não marcar presença na campanha eleitoral na Madeira.
«Se
a comunicação social pensa que vai criar qualquer atrito entre mim e o primeiro-ministro está enganada, eu não entro nesse
jogo porque compete-me também defender os interesses da República portuguesa», disse Alberto João Jardim em declarações à
Agencia Lusa e à TVI.
Alberto João Jardim disse ainda que o mesmo principio se aplicava ao Presidente da República,
Cavaco Silva, que admitiu que as omissões nas contas da Madeira conferiam uma «falta de credibilidade» a Portugal.
«Aplica-se
ao senhor Presidente da República o mesmo que eu disse em relação ao primeiro-ministro, é escusado que não entro em polémicas
públicas, nem com o Presidente da República, nem com o primeiro-ministro, o que eu tiver de lhes dizer, direi pessoalmente»,
adiantou.
Salientou ser seu hábito «não responder em público» quando confrontado se tinha ou não gostado de ouvir
Pedro Passos Coelho dizer que não vinha à Madeira para «não caucionar» a política da Região: «Eu não tenho que dizer se gostei
ou não, é cá comigo nem é meu hábito, nos últimos anos, entrar em conflito público com companheiros de partido, infelizmente
no continente há pessoas que não têm tido essa ética para comigo».
«Agora, compreendo as razões do primeiro-ministro»,
admitiu, concluindo não se sentir só nesta campanha por ter consigo o povo madeirense e acrescentou. «Não quero é más companhias
comigo», rematou.
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