
Dezenas de milhares de pessoas desfilaram em protesto pelas ruas de Lisboa na tarde deste sábado. Cerca de 30 mil pessoas, numa marcha organizada pela CGTP.
Durante os discursos, a CGTP acusou a troika de «agiotagem» e marcou um novo protesto da função pública para dia 22, uma sexta-feira, dia em que se passa um ano da tomada de posse do atual Governo.
Francisco Louçã foi um dos presentes no protesto e passou ao ataque: «Hoje o Governo comunicou que ia aumentar 7% o preço do gás e também um novo aumento na eletricidade. São todas boas razões para acabarmos com esta vergonha em que se transformou a economia do país».
Da luta no Parlamento para a luta de rua, também o PCP aproveitou o dia para voltar a mostrar o cartão vermelho ao Governo. «Nós procuramos levar para a Assembleia da República o sentimento prevalecente de censura ao Governo e à sua política, que tem infernizado a vida a tantos portugueses. Olhando para Portugal hoje, ao fim de um ano estamos mais pobres, mais injustiçados, o país mais dependente, mais endividado e com mais desemprego», disse Jerónimo de Sousa.
A pensar no desemprego e no emprego precário, os trabalhadores pedem a Cavaco Silva que vete a revisão da legislação laboral. «Entendemos que o senhor Presidente da República, no âmbito dos poderes que detém, deve, em nossa opinião, vetar este diploma. Se o fizer é um serviço relevante que presta aos trabalhadores e a este país. Está nas suas mãos demonstrar se está do lado do povo ou do lado daqueles que exploram o povo», frisou Arménio Carlos.