Por: Redacção / JCS | 29- 11- 2011 18: 44
Relacionados
[actualizado às 18h44]
Conrad Murray foi condenado esta terça-feira a quatro anos de prisão pelo homicídio
involuntário de Michael Jackson. No tribunal superior de Los Angeles, o juiz Michael E. Pastor recusou o pedido da defesa,
que queria uma pena de prisão suspensa.
Porém, o médico não servirá a sua pena numa prisão estadual da Califórnia,
mas sim no presídio do condado de Los Angeles, o que, na prática, poderá resultar no cumprimento de apenas metade dos quatro
anos de sentença.
Três semanas após a decisão do júri, que considerou Murray culpado pela morte de Michael Jackson,
o juiz Michael Pastor fez questão de aplicar a pena máxima possível neste caso de homicídio involuntário, destacando as contínuas
«decisões erradas» do médico.
«[O Michael Jackson] não morreu na sequência de um incidente isolado. Ele morreu devido
a um conjunto de circunstâncias directamente atribuídas ao doutor Murray. [Morreu] por causa de uma série de decisões que
o doutor Murray tomou», disse o juiz, referindo-se às doses diárias do analgésico propofol que Conrad Murray administrou no
cantor.
Pastor criticou a postura do médico que durante toda a fase da investigação e do julgamento nunca aceitou
qualquer culpa na morte de Michael Jackson, chegando mesmo a dizer que teria sido o próprio cantor a injectar a dose letal
de propofol.
«O doutor Murray abandonou o seu paciente (...) e seguiu um caminho contínuo de mentiras», lamentou
o juiz, acrescentando: «Há quem pense que o doutor Murray é um santo e há quem pense que é o diabo. Mas ele é apenas um ser
humano sentenciado pela morte de outro ser humano».
Programação - Semana de 17 de Maio a 23 de Maio
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
25ª Hora - Quinta-feiraHoje com António Perez Metelo
Política MesmoHoje com Carlos Barbosa