Quase 60 carros foram destruídos e algumas pessoas ficaram feridas nos distúrbios entre fações políticas que se registaram este domingo em Díli, após o partido de Xanana Gusmão rejeitar coligação com a Fretilin, disse à Lusa o secretário-geral do CNRT.

Em declarações à agência Lusa a partir de Timor-Leste, o secretário-geral do Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Dionísio Babo, explicou que grupos de jovens terão saído à rua após o anúncio do seu partido, mas que em geral a situação está calma.

«Um grupo de jovens estiveram nas ruas a apedrejar carros e, segundo a informação da policia, houve 58 carros que foram destruídos e três ou quatro pessoas que foram hospitalizadas, mas a situação em geral está calma. Parece que isso aconteceu logo depois da decisão do nosso partido - CNRT - para formar uma aliança com o Partido Democrático e a Frente Mudança. Esse grupo de jovens saiu para a rua e começou a fazer distúrbios», afirmou Dionísio Babo.

O secretário-geral do partido de Xanana Gusmão, vencedor das últimas eleições legislativas de 07 julho, sem maioria absoluta, explicou que ainda não há certezas sobre o que levou aos distúrbios, mas afirma: «certo é que isto aconteceu logo depois do anúncio da decisão» do CNRT.

«O comandante da polícia apareceu na televisão local de Timor a falar disso e também apelou à calma e pediu às pessoas para ficarem em suas casas. (...) Neste momento a situação está mais controlada e esperamos que amanhã [segunda-feira] se torne calma», explicou ainda, adiantando que esta situação já era esperada pelo seu partido, mas que «em geral a situação está controlada» e que nas ruas estão várias forças policiais, entre as quais o destacamento da GNR.

Também em declarações à Lusa, o comandante Barradas, do sub-agrupamento Alfa, em Díli, explixou que as divergências entre fações políticas timorenses culminaram em apedrejamentos, cortes de estradas, carros queimados e alguns ferimentos sem gravidade em Díli, Viqueque e Baucau.

Os incidentes tiveram lugar por volta das 19:00 em Díli (11:00 em Lisboa), obrigando à intervenção das autoridades policiais.

Pelas 23:00 em Díli a situação estava «pacificada», mantendo-se o patrulhamento da Polícia timorense, apoiada pelos militares portugueses da GNR, disse ainda a o comandante Barradas.