
A guerrilha colombiana das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) libertaram, esta segunda-feira, seis agentes da polícia colombiana e quatro militares sequestrados há mais de uma década. Eram os últimos oficiais das forças de segurança do Estado que o grupo rebelde mantinha em cativeiro.
Os reféns foram entregues numa região de selva no Sul do país a uma missão humanitária, composta pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha Internacional (CICR) e pela ex-senadora do Partido Liberal Piedad Córdoba. A libertação foi considerada pela antiga senadora como um gesto unilateral de paz.
O presidente da Colômbia afirmou que a libertação constitui um passo «importante», mas «insuficiente», recordando que centenas de civis ainda estão cativos. «É um gesto que valorizamos em toda a sua dimensão, é um passo importante, é um passo na direção certa, um passo muito importante, mas (...) não é suficiente», afirmou Juan Manuel Santos numa mensagem televisiva à nação.
O presidente colombiano aplaudiu o «compromisso das FARC de não voltarem a sequestrar», referindo-se ao anúncio da guerrilha de 26 de fevereiro, mas recordou que continuam cativos centenas de civis, desconhecendo-se o seu paradeiro.