
Agrava-se a cada dia a guerra civil na Síria. As preocupações internacionais concentram-se agora na cidade de Haffeh, que esta¿cercada há uma semana pelas forças militares do regime e onde crescem temores de um novo massacre de civis.
Já saíram da cidade pelo menos duas mil pessoas. Há também troca de acusações entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o apoio militar aos dois lados em conflito.
Os observadores das Nações Unidas tentaram entrar em Al-Haffeh, mas foi impossível. Apoiantes do presidente Bashar Al-Assad impediram a delegação de chegar à cidade.
A visita dos observadores surgiu 24 horas depois do regime sírio ser acusado pela ONU de usar crianças como arma de guerra. Em Haffe, no noroeste do país, teme-se que o pior ainda esteja para acontecer.
A cidade está cercada há uma semana pelas forças do regime, os rebeldes anunciaram uma retirada pois preveem um massacre iminente
Washington diz que Moscovo está enviar helicópteros russos para a Síria
Pelo menos duas mil pessoas conseguiram fugir nas últimas 48 horas para campos de refugiados na Turquia, onde 30 mil civis estão já refugiados.
Em mais uma tentativa para calar as armas, França propõe que o plano de paz de Kofi Annan seja obrigatório e reforçado para aumentar a pressão sobre o regime de damasco.
Só não se percebe ainda como. Dezenas de pessoas morreram em todo o país entre segunda e terça-feira, vítimas de bombardeamentos. A violência dos ataques aumenta de dia para dia, tanto do lado dos insurgentes como do lado das tropas do regime.