Por: Redacção / RL | 17- 1- 2012 16: 19
O primeiro-ministro agradeceu esta terça-feira à UGT a sua disponibilidade para chegar a acordo, em sede de concertação
social, para a implementação de novas regras para o mercado laboral. Os parceiros sociais e o Governo fecharam o acordo nesta
madrugada, pelas 3h00 da manhã, ao fim de 17 horas de debate, com a ausência da CGTP, que abandonou as negociações ao final
da manhã.
«Quero agradecer a todos aqueles que saem da sua zona de conforto, da sua postura reivindicativa tradicional,
e que se disponibilizam a reconhecer quais são as limitações - não do Governo, mas da sociedade - e a encontrar, dentro dessas
limitações e dessas restrições, a abertura necessária para responder aos portugueses tal como os portugueses esperam que os
poderes públicos possam responder: com seriedade, transparência, previsibilidade e confiança».
Passos Coelho, que
discursava no Palácio de São Bento após a assinatura de vários acordos com instituições de solidariedade social (IPSS), garantiu
que as reformas estruturais, que estão a ser levadas a cabo no ano «com as maiores dificuldades de que há memória», vão permitir
ao país «criar emprego e fazer a economia crescer num futuro próximo».
Neste sentido, o papel dos partidos e «agora
da coligação social são importantes para que os portugueses saibam o que estamos a fazer para vencer esta crise e fazer um
país melhor».
Já sobre os acordos assinados esta tarde para o apoio a idosos e sem abrigo, o governante admitiu que
«não temos para gastar na área social aquilo que gostaríamos, mas vamos fazer o nosso melhor». Já que, «quando temos
restrições não podemos baixar os braços».
Assim, o primeiro-ministro garantiu que, neste início de 2012, «o Estado
assume a responsabilidade do pagamento das dívidas, mas também que assegura com elas o quadro muito definido e estável de
intervenção para todo o ano».
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