Por: Redacção / RL | 16- 1- 2012 18: 15
O Governo mantém a proposta de aumento da carga de horária de trabalho, para mais meia hora diária, na mesa da concertação
social, que decorre esta segunda-feira em Lisboa.
O Executivo só prescinde da medida se os parceiros sociais apresentarem
alternativas, com impacto idêntico.
Durante a manhã, o líder da CGTP, que abandonou as negociações, disse aos jornalistas
que a proposta
da meia hora tinha caído, mas, afinal, de acordo com um documento que a TVI teve acesso, a proposta, por enquanto,
mantém-se.
Só será excluída, se for substituída por medidas credíveis e com o mesmo impacto na competitividade das
empresas.
Governo, patrões e UGT discutem, ainda, a redução do número de férias, dos actuais 25 para 22 dias úteis,
a redução de quatro feriados e o desconto das «pontes» nas férias.
Esta troca de «pontes» no número anual de férias
poderá ser decidida unilateralmente pelo empregador e será uma medida temporária, a vigorar apenas durante o programa de
ajuda financeira, ou seja, até 2013.
As novas regras para atribuição de subsídio de desemprego, o corte nas indemnizações em caso
de despedimento e a possibilidade do desemprego poder acumular parte do subsídio com salário também estão em discussão.
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