O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse esta quinta-feira que a situação é «insustentável» em todo o país e negou que a população da região venha a ter duas vezes mais sacrifícios.

Em resposta à afirmação do ministro das Finanças que, na conferência de imprensa de ontem, classificou a situação financeira na Madeira como «insustentável», Alberto João Jardim disse que «em todo o país [a situação] é insustentável e também na Madeira».

«E com muito mais razão na Madeira - e agora já não estou como presidente do Governo - porque o Partido Socialista roubou o povo madeirense e porque o CDS foi cúmplice, na medida em que se absteve na lei que roubou o povo madeirense», acrescentou o chefe do executivo madeirense, citado pela Lusa.

Questionado sobre a eventualidade de a população madeirense vir a ter que suportar duas vezes mais sacrifícios, Alberto João Jardim, que é o cabeça de lista do PSD às eleições legislativas regionais de 09 de Outubro, negou.

«Passa-lhe pela cabeça que nós íamos pagar para resolver o nosso problema e ainda íamos pagar para resolver o problema dos outros? Todos vão pagar os problemas de todos».

O responsável explicou que «é um pacote dentro daquilo que a troika aplica ao país, é o chamado pacote específico no quadro da ajuda ao país».

«Agora há uma série de trabalhos que vão ter que durar meses e ainda bem porque deve ser um governo eleito pelo povo a subscrever e não um governo que está de saída».