Os juros da dívida pública já aumentaram 34 por cento desde que Portugal começou a ser alvo de uma sucessão de cortes de rating por parte das várias agências de notação financeira.

Tudo porque os investidores temem que o Portugal anémico e endividado de hoje não consiga pagar o que pede emprestado amanhã.

Fruto desta desconfiança, as agências de rating não dão tréguas a Portugal e reforçam os sinais de alerta. O risco de comprar dívida nacional está a aumentar e é este risco crescente que faz accionar o corte da notação.

Desde Dezembro, Fitch, Moody`s e Standard & Poor`s, as três grandes agências de notação financeira, têm vindo a cortar o rating da República portuguesa, cada um com efeito imediato e consistente na subida dos juros.

A preços médios, em três meses, a taxa de juro da dívida a 10 anos trepou de 6,7% para 8,2%, ou seja o preço do dinheiro ficou 34% mais caro.

Os juros aumentam à medida que a qualidade da dívida cai e, de credível, a dívida tem vindo a descer patamares uns atrás dos outros. Agora está numa classificação apenas um nível acima da categoria «lixo».

Esta nota traduz perigo, alerta encarnado para os investidores. Daí para baixo o perigo aumenta até à nota «C» - sinal de risco do país entrar em bancarrota, deixando de ser capaz de reembolsar os credores. E é por isso que os investidores com seguem com tanta atenção as notas atribuídas pelas agências.