Por: Redacção / CPS | 9- 11- 2011 20: 16
O presidente do Eurogrupo disse esta quarta-feira em Lisboa que Portugal não precisa de ajuda financeira adicional, rejeitando
a possibilidade de um reajustamento do plano de resgate ao Estado português.
Juncker adiantou ainda que «fica
furioso» quando ouve dizer que euro está em crise e assegurou que Itália «tem de provar» que merece confiança dos parceiros europeus.
«Não creio,
sinceramente, que Portugal precise de um montante mais elevado», disse Jean-Claude Juncker, que também é primeiro-ministro
luxemburguês, durante uma conferência de imprensa conjunta com o chefe do Governo português, Pedro Passos Coelho.
Aliás,
para o presidente do Eurogrupo não existe, sequer, comparação possível entre «o desastre» grego e as dificuldades temporárias de Portugal.
Juncker ponderou, contudo,
que possam haver «ajustamentos técnicos» à execução do programa, mas recusou o reajustamento: «As metas são para cumprir».
Também
Passos Coelho afirmou que quaisquer reajustamentos técnicos ao memorando de entendimento
fazem parte do próprio acordo e decorrem das avaliações trimestrais da «troika» (BCE, FMI e Comissão Europeia), rejeitando
que haja qualquer processo «excecional».
Na semana passada, o primeiro-ministro português disse que o Governo tinha
discutido a possibilidade de fazer «reajustamentos» ao memorando de entendimento com a «troika», que tem neste momento em
Portugal uma equipa para fazer a avaliação da aplicação do acordo.
«Não posso dizer que estaria a favor de menos
esforços e mais dinheiro», atirou Jean-Claude Juncker.
Presidente do Eurogrupo aplaude Governo português
Mais:
o presidente do Eurogrupo declarou-se ainda «muito satisfeito com o comportamento do Governo português», e saudou o «consenso
nacional» à volta da necessidade de consolidação das contas públicas.
«A equipa [técnica da troika] está no terreno
[desde segunda-feira], vamos esperar pela sua avaliação. Estou convencido de que, assim que houver avaliação, a terceira tranche
[da ajuda a Portugal] será paga», disse Juncker.
Os portugueses podem ter a ideia de estarem isolados na Europa,
«mas não é assim». Não pode «haver Europa sem Portugal, somos aliados e não inimigos, estamos a trabalhar em conjunto», acrescentou.
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