Portugal conseguiu esta quarta-feira emitir dívida pública com juros muito mais baixos do que em anteriores leilões.

O Tesouro obteve empréstimos de dois mil milhões de euros, ultrapassando o objetivo que estava fixado inicialmente, entre os 1.500 e os 1.750 milhões de euros.

António José Seguro já saudou o resultado deste leilão de dívida que Portugal realizou. Para o secretário-geral do PS a colocação de mais de dois mil milhões de euros, para refinanciar a dívida nacional, é «uma boa notícia».

Os bilhetes do Tesouro a 6 meses pagaram um juro de 1,7%, face a 2,92% do leilão anterior, e o Estado colocou 709 milhões de euros; a 18 meses, o juro foi de 2,967% contra 4,537% anterior, uma queda muito pronunciada, e um montante que chega aos 1.291 milhões, perfazendo um montante global de 2 mil milhões de euros.

A procura foi superior à oferta, 2,1 vezes acima, no caso da dívida a 6 meses, enquando no último leilão a procura superou a oferta em 3,8 vezes.

Quanto aos Bilhetes do Tesouro a 18 meses, a procura foi 2,4 vezes superior face às 2,6 vezes do leilão anterior, uma procura muito similar.

Nesta emissão de dívida é ainda preciso notar que o Tesouro português regressou às emissões a 18 meses, o que significa que estes Bilhetes do Tesouro vão vencer em Março de 2014, altura em que Portugal não deverá ainda estar sob o plano de resgate; ou seja, terá de pagar essa dívida sem a ajuda dos credores internacionais.

Esta colocação de dívida a 18 meses é um sinal de confiança dos investidores no plano de resgate nacional, apesar da crise política que se instalou no país após o novo pacote de austeridade anunciado pelo primeiro-ministro.

Já a dívida a 6 meses vence em março do próximo ano, altura em que Portugal ainda estará sob resgate financeiro.