Por: Redacção / VC | 27- 1- 2012 11: 38
Carvalho da Silva chegou animado ao Congresso Nacional da CGTP, o seu último como secretário-geral da Intersindical. «Muita
alegria, muita satisfação sem saudade nem tristeza», mas também alguns alertas: «Se os sindicatos forem encostados à parece
o descalabro social vai ser pior do que imaginamos».
No congresso da sucessão, o ainda secretário-geral da CGTP
garante que está feliz e satisfeito por deixar a liderança da Intersindical e que Arménio Carlos é um sucessor forte.
«O
Arménio Carlos e os outros dirigentes de certeza que são».
A UGT, embora tenha sido convidada, não está presente
no congresso. De qualquer modo, e depois da crispação entre as duas intersindicais depois da assinatura do acordo tripartido
da Concertação Social, João Proença enviou uma saudação a elogiar Carvalho da Silva.
E várias dezenas de
sindicalistas das correntes minoritárias da CGTP subscreveram um manifesto a defender uma intersindical mais «ofensiva e proponente».
O próximo líder da CGTP, Arménio Carlos,
acusou entretanto o Governo de aceitar imposições da troika e até de agravar os problemas do país. Quanto ao lugar de secretário-geral
que vai ocupar, Arménio Carlos garante que vai ser uma «tarefa difícil», mas espera «que reúna as condições para dar sequência
a esse trabalho».
E, sobre o programa de ajuda financeira, disse que «este compromisso não teve negociação nenhuma,
a troika é que decidiu». «Há uma grande indignação e sentimento de revolta que tem de ser organizado».
Já o
secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu à entrada do congresso que são necessárias leis para mudar o estado
do país. E lembrou o 25 de Abril, dizendo que «o grande desafio é resistir, mas é preciso ser activo e ter propostas»
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