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Cavaco acena com TAP e ANA aos asiáticos

Presidente lembra envolvimento de empresas asiáticas no processo de privatizações

Por: Redacção / CP    |   2012-05-27 19:00

O Presidente da República, Cavaco Silva, fez um apelo, em Singapura, às empresas do sudeste asiático para que examinem «cuidadosamente» as potencialidades de Portugal, nomeadamente os processos de privatização da TAP e da ANA.

No seu primeiro ponto da agenda oficial em Singapura, o chefe de Estado reuniu-se com representantes do Conselho Empresarial Português de Singapura, a quem pediu que lembrem aos parceiros locais a recetividade de Portugal ao investimento estrangeiro.

Cavaco Silva lembrou que está em curso em Portugal um processo de privatizações, tendo já sido privatizadas duas empresas da área elétrica, a EDP e a REN, em que, lembrou, as empresas asiáticas «atuaram com bastante força».

«Está neste momento em preparação a privatização da ANA e da TAP e portanto os concursos são abertos, são transparentes. Confiamos que uma região das mais dinâmicas do mundo, que é a região do sudeste asiático, possa examinar cuidadosamente as potencialidades do país», apelou.

O chefe de Estado pediu ainda aos empresários portugueses em Singapura que deem a conhecer a outros empresários portugueses a sua experiência de sucesso, de forma a encorajá-los a «vencer as distâncias».

Perante os empresários do CESP, uma organização criada no ano passado para desenvolver os contactos entre os vários empresários portugueses presentes em Singapura e dinamizar as oportunidades de negócio, Cavaco Silva apontou uma característica comum entre esta cidade-Estado e Portugal.

«São países entre continentes e entre oceanos. Singapura tem sido capaz de aproveitar bem esta sua localização privilegiada. Nós nem por isso», afirmou, lembrando que tem insistido na importância estratégia do mar em Portugal.

Realçando que pelo aeroporto e portos de Singapura passam anualmente 140 milhões de pessoas, Cavaco Silva recordou que já existe uma ligação forte deste território a Portugal, através da presença da empresa PSA no Porto de Sines, cujo potencial considerou poder vir a aumentar muito nos próximos anos.

«Portugal é o país mais perto de África, das Américas e, com a inauguração do novo canal do Panamá em 2014, fica também com o porto de águas profundas mais perto da Ásia», realçou.

Numa intervenção no início de uma receção aos quadros portugueses em Singapura, o Presidente da República reiterou o apelo que tem feito ao longo dos vários pontos da sua deslocação (que começou em Timor-Leste e prosseguiu na Indonésia e Austrália).

«Dada a excelência que vos caracteriza, cabe-vos um especial dever de serem os diplomatas do Portugal real, contribuindo para que o nosso país consiga ultrapassar da melhor forma as adversidades do presente», pediu.

«O segredo é a alma do negócio»

O ministro da Economia defendeu que o essencial no processo de privatização da TAP é manter a empresa como companhia de bandeira em Portugal, sem manifestar preferência por um parceiro europeu ou asiático.

Álvaro Santos Pereira juntou-se à comitiva do Presidente da República e foi questionado sobre o apelo feito por Cavaco Silva.

«Para nós o mais importante é garantir que a TAP continue a ser uma empresa bandeira em Portugal, que o hub [centro de conexão de voos] de Lisboa seja mantido, porque nós somos uma porta muito importante quer para África, quer para o Brasil, e é muito importante que a TAP continue a desempenhar e reforçar este papel», disse.

O ministro da Economia sublinhou que o «o segredo é a alma do negócio» nos processos de privatizações, mas admitiu que o Governo tem interesse em explorar «todas as potencialidades».

«Havendo interesse das autoridades de Singapura, teremos todo o interesse também em falar com essas empresas», afirmou, dizendo que essencial será ter mais investimento de Singapura em Portugal e um aumento das exportações lusas para este território.

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EM BAIXO: Cavaco em Singapura [LUSA]
Cavaco em Singapura [LUSA]

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