
O Presidente da República considera que existe a possibilidade de a tendência crescente do desemprego se inverter no segundo semestre deste ano, afirmou na conferência de imprensa de encerramento do conselho para a globalização 2012, em Cascais.
«Vamos ver o que é que acontece no resto do ano. Eu já tive a ousadia de afirmar que face aos indicadores positivos que tenho recolhido um pouco por todo o país - no domínio da inovação, da criatividade, da melhoria da qualidade dos produtos e da vontade exportadora do nosso tecido empresarial - que existir alguma possibilidade de inversão da tendência no segundo semestre deste ano», disse Cavaco Silva.
No entanto, justificou que esta esperança se trata de «um desejo» e não de uma garantia.
O Eurostat divulgou esta semana a taxa de desemprego de março, colocando Portugal nos 15,3%, um novo máximo histórico. Mas Cavaco preferiu não comentar os dados e esperar pela taxa de desemprego medida pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
«Não estou a antecipar desfasamentos entre uma e outra, mas estou com uma grande curiosidade em saber qual será a taxa de desemprego que resultado do inquérito trimestral a fazer pelo INE. É uma taxa obviamente muito menor», afirmou.
Ainda assim, o Chefe de Estado sublinhou tratar-se do maior drama do país, a existência de «800 mil desempregados e 160 mil jovens desempregados».
«Eu gostaria que fosse uma taxa menor é óbvio, mas como economista, tenho que estabelecer uma relação entre crescimento da economia, cuja previsão neste momento é de menos três por centro para o ano de 2012, e variação da taxa de desemprego», afirmou.
Na mesma conferência de imprensa, Cavaco Silva respondeu às perguntas sobre a promoção do Pingo Doce realizada no passado 1 de maio.