Turquia: «A revolução não será televisionada, será twitada»

Primeiro-ministro não gosta das informações que vão sendo passadas pela rede social

Por: Redação / FC    |   3 de Junho de 2013 às 17:29
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou «elementos extremistas» do Partido Republicano do Povo (CHP) de provocarem os confrontos dos últimos dias em várias cidades do país. E com um toque especial.

«Essa coisa que chamam redes sociais não é mais do que uma fonte de problemas para a sociedade atual», afirmou num discurso televisivo, acrescentando: «Há um problema que se chama twitter. É aí que se difundem as mentiras absolutas».

A declaração levou a uma reação interessante por parte dos manifestantes, que se apropriaram da frase para deixarem um alerta: «A revolução não será televisionada, será twitada». A frase foi inscrita numa das paredes da Praça Taksim, em Istambul.





É um facto que as redes sociais estão a ser usadas para dispersar mensagens. Desde logo, a associação que lutou pela manutenção do parque Taksim Gezi usou uma página no Facebook e o twitter através da hashtag #direngeziparkı (o Parque Gezi resiste). Durante o fim-de-semana, grande parte dos trending topics do twitter estavam relacionados com os protestos na Turquia

Apesar da má impressão que tem do twitter, segundo o site «Socialbakers» a conta oficial de Erdogan no twitter é a quinta mais seguida entre os políticos mundiais, com mais de 2.700.000 subscritores. O presidente Abdullah Gul é ainda mais popular, ultrapassando os três milhões.
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Confrontos em Istambul

Grafitti na Praça Taksim, em Istambul (twitter) EM CIMA: Grafitti na Praça Taksim, em Istambul (twitter)
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