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«Porque é que as mulheres gritam durante as relações sexuais?»

Questão foi colocada esta quarta-feira por alunos do ensino básico e secundário. E teve resposta

Por: Redacção / PB    |   2012-11-07 15:32

«Porque é que as mulheres gritam quando têm relações sexuais?», «qual a melhor proteção durante o sexo oral?» ou «o que é um gangbang?». Foram estas algumas das questões colocadas por alunos do ensino básico e do secundário numa sessão sobre sexualidade na faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O objetivo do encontro «Sexualidade: Tudo o que querias saber mas não ousavas perguntar», onde participaram mais de 300 estudantes de seis escolas básicas e secundárias do Porto, é dissipar dúvidas comuns com especialistas da matéria.

Esta é a segunda edição desta iniciativa, que convidou alunos entre os 13 e os 17 anos a lançarem perguntas anónimas sobre a temática da educação sexual e reprodutiva, escreve a Lusa.

Uma das primeiras questões colocadas foi «porque é que as mulheres gritam durante as relações sexuais?». Os especialistas presentes explicaram que o grito traduz uma «emoção forte», podendo também «exprimir uma sensação positiva» ou um «medo» e que tanto mulheres como homens poderiam gritar durante o ato sexual, com mais ou menos intensidade, e que não é apenas uma característica do sexo feminino.

Incesto, hermafroditismo, transexualidade, homossexualidade ou masturbação foram os assuntos mais abordados ao longo de duas horas e nas quais quatro especialistas da área da Medicina e Psicologia da Universidade do Porto tentaram responder, recorrendo ao saber técnico, mas com vocabulário percetível a estudantes destas idades.

«Gostei de ouvir que os contracetivos não são 100 % seguros e aprendi que um ser humano não se pode autorreproduzir, mesmo tendo os dois sexos», contou à Lusa, no final da sessão, Luís de Sousa, de 14 anos, estudante na Escola do Cerco.

José Escaleira, 14 anos e a estudar na Escola Pêro Vaz de Caminha, declarou que gostou desta iniciativa, porque ficou a saber mais sobre sexo.

«Teve uma certa piada ficar a saber porque é que as mulheres costumam gritar quando têm relações sexuais ou que a masturbação não faz mal», disse o adolescente, referindo que também percebeu que o «preservativo pode romper».

Um dos pontos altos da sessão foi quando os alunos irromperam com aplausos no momento em que a oradora Gabriela Moita defendeu que todos são livres de gostar de «pessoas do mesmo sexo, desde que não se utilize violência e se respeite o outro», em resposta à pergunta «porque é que existem pessoas homossexuais» e se isso seria «distúrbio mental».

Algumas das dezenas de perguntas que chegaram via anónima à sessão foram: «Como se faz sexo?», «A primeira vez que se faz sexo dói?», «Porque é que há preservativos com sabores?», «Como se formam os gémeos?», «Quais são as hepatites mortais?», «Ao beijar alguém pode apanhar-se herpes labial?», «Onde é o ponto 'g'?», ou «É possível ficar grávida mesmo quando se usa preservativo?».

Fetiches, orgasmo, pénis, vulva, vagina, testículos, ciúme, virgindade, patologias da masturbação, hermafrodita ou transexual foram alguns dos vocábulos mais abordados nesta iniciativa, que ficou marcada pela defesa da não exclusão, nem na escola, nem na sociedade, daqueles que gostam de pessoas do mesmo sexo.

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