
Aumentam os rumores de que Hugo Chávez pode estar às portas da morte, condenado por um cancro, e, com isso, a Venezuela mergulha numa crise política.
A oposição insiste que se Chávez não tomar posse como presidente no próximo dia 10 terão de ser marcadas novas eleições.
Mas os apoiantes do presidente têm outra interpretação: consideram que o vice-presidente, Nicolas Maduro, tem legitimidade para assumir os destinos do país.
A angústia de Morales, do irmão boliviano, é seguramente partilhada por milhões de outros irmãos seguidores da revolução que tem em Chávez um dos representantes máximos. Mas, na Venezuela, a oposição não invoca Deus para as soluções futuras do país. A fé da união democrática chama-se constituição do país.
Estão, assim, reunidas as condições para uma crise institucional. 10 de janeiro é o dia da tomada de posse de Chávez como presidente eleito nas eleições de 7 de outubro. No entanto, perante a insistente ausência de Chávez e a possível morte, a prioridade da oposição é esvaziar as intenções chavistas que querem colocar na presidência o vice-presidente, sem novas eleições, isto claro, se Hugo Chávez não resistir à doença que combate em Cuba.