aos apelos ao consenso feitos pelo Presidente da República

"Mas as eleições são um momento de escolhas e, como há 40 anos se dizia, o voto é a arma do povo, porque o voto decide, permitindo fazer diferente ou o mesmo - e 40 anos depois o fundamental para que os cidadãos voltem a acreditar que vale a pena votar é que as eleições permitam escolher entre diferenças.”



“Pedimos ao povo o mandato de podermos mudar a atual política e virar a página da austeridade. É essa a mudança que é necessária e que queremos fazer.”



"É um discurso, de facto, de um fraco testamento, apenas um apelo a que se salve a política de direita.”



"É esquecer mais de um milhão de pobres, mais de um milhão de desempregados, é esquecer a violência que recaiu sobre os salários, sobre as pensões, sobre as reformas, apelando também, a um consenso, eu diria da troika interna - PS, PSD e CDS, para prosseguir no essencial a mesma política que levou o nosso país e o nosso povo a tão duras privações.”



"O melhor do discurso do Presidente da República é que é mesmo o último discurso de Cavaco Silva enquanto Presidente da República no 25 de Abril, o último discurso de um Presidente que nunca se sentiu confortável com o cravo da Revolução, e é também o último discurso de um Presidente da República que nos últimos anos tem vindo ao parlamento falar como se fosse o Governo quem está a falar.”





“É importante que o sentido futuro da intervenção do Presidente da República seja tido em conta sobretudo no que toca à questão dos consensos e dos compromissos. O país tem ainda problemas difíceis para resolver e se alguns continuarem a rejeitar essa necessidade será seguramente mais difícil para Portugal.”



“O PSD tem sido consistente nos apelos à necessidade de consensos com o PS para a resolução de questões fundamentais para o futuro do país. Infelizmente, por razões puramente eleitorais, o PS tem recusado esses consensos até em áreas que são absolutamente estratégicas e mereceriam esses consensos, como é o caso da Segurança Social.” 



"Não me parece que seja uma colagem com o discurso do Governo, bem pelo contrário, parece-me um discurso bastante realista com o esforço que o país fez nos últimos anos e sobretudo com os desafios que tem de enfrentar nos próximos anos.”